Através das unhas adquirimos diversas doenças, vem comigo saber como preveni-las!

18:28

Os dermatologistas  conseguem diagnosticar doenças pelo estudo das mãos de seus pacientes. Segundo eles, o aspecto da unha diz muito sobre a saúde de uma pessoa. Unhas quebradiças, por exemplo, podem significar hipotireoidismo. Já aquelas avermelhadas podem indicar problemas cardíacos. Se a unha apresentar manchas escuras, cuidado: pode ser indício de câncer de pele. A lista de doenças que podem ser diagnosticadas pela unha é extensa e inclui desde asma e diabetes até enfisema pulmonar e insuficiência renal. “Há diversas alterações na unha que podem indicar doenças renais, pulmonares, hepáticas, cardíacas e até câncer de pele. Por isso mesmo, é importante estimular o autoexame dos pacientes. Em caso de unhas muito frágeis, secas e quebradiças, convém procurar o médico”, aconselha a dermatologista Solange Maciel, da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBD-RJ).
Segundo a  dermatologista Robertha Nakamura, “a retirada agressiva da cutícula pode ser prejudicial à saúde da unha. Afinal, as cutículas funcionam como uma barreira protetora, que impede a entrada de micro-organismos. O melhor a fazer é amolecer a cutícula com um creme hidratante, empurrá-la com a espátula e remover somente o excesso”, recomenda Robertha. No caso das micoses — infecções causadas por fungos que atingem 20% da população adulta —, as maiores vítimas são as mulheres que frequentam salões de beleza. Os médicos avisam que as unhas não servem apenas para avisar quando o paciente tem uma determinada doença. Servem, também, de “porta de entrada” para uma série de infecções por fungos, bactérias e até vírus como os da aids e da hepatite B. Na maioria das vezes, o risco mais comum de quem faz as unhas em manicures e podólogos é a cuticulite — nome dado à infecção da cutícula após a retirada de um “bife”. Se o corte for superficial, tende a cicatrizar em poucas horas. Se for profundo, pode dar origem a uma carne esponjosa. Há casos em que os médicos têm de recorrer a cirurgias para retirar o excesso de pus que se forma na borda da unha. Por isso mesmo, os dermatologistas são tão enfáticos ao afirmar que todo cuidado é pouco na hora de retirar a cutícula.

Fique de olho na sua própria unha



  • Secas e quebradiças: pode ser hipotireoidismo e/ou menopausa.
  • Amareladas: pode ser tabagismo e diabetes.
  • Azuladas: podem ser doenças pulmonares.
  • Avermelhadas: podem ser doenças cardiovasculares.
  • Esbranquiçadas: podem ser doenças renais e/ou hepáticas
  • Com manchas brancas: pode ser deficiência alimentar.
  • Com manchas escuras: pode ser câncer de pele.

Visita à manicure

Outra recomendação que os médicos fazem quando os pacientes agendam um horário no salão de beleza diz respeito aos instrumentos utilizados. Segundo eles, espátulas, limas e alicates, entre outros, precisam ser cuidadosamente esterilizados para não transmitirem doenças de um cliente para outro. No caso das lixas, elas têm de ser descartáveis. E ponto final. Alguns salões já dispõem de modernas autoclaves — aparelhos que utilizam vapor de água sob pressão — para a esterilização de seus instrumentos. Outros, não. Na dúvida, o melhor a fazer é montar o seu   próprio kit de manicure — com direito a alicate, tesoura e espátula — e levá-lo para o salão. “Usar a lixa de outras pessoas favorece a proliferação de micoses”, garante o dermatologista Murilo Drummond, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Mas tão importante quanto não compartilhar seus instrumentos com estranhos é limpá-los corretamente. E a melhor maneira de eliminar fungos e bactérias do alicate é deixá-lo de molho por alguns minutos em água fervente ou, então, limpá-lo com álcool 70% antisséptico. Quanto às lixas e palitos de laranjeira, não há o que fazer senão jogá-los fora após o uso. Afinal, não podem ser esterilizados.
Publicado por: Marine Meira. 

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