4 perguntas mais frequentes sobre sexo

17:52

Olá amores, tudo bom ? 

Mesmo em constantes conquistas de independência financeira, igualdade de gênero e outros, falar sobre sexo ainda é desconfortável para muitas mulheres, um verdadeiro tabu. Seja pela máxima "o que vão pensar de mim" ou mesmo por ter vontades sexuais e se reprimem.

Algumas dúvidas podem surgir e arruinar os momentos de prazer por essa falta de informação. Por isso, o Dr. Élvio Floresti Junior responde as principais dúvidas das mulheres em relação ao sexo.

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1. Por que não consigo chegar no orgasmo?
Existem diversos fatores que explicam o motivo de muitas mulheres não sentirem o prazer do orgasmo. Um deles é no ciclo menstrual, nos dias da TPM e na ovulação por causa da tensão que a fase causa. Tente chegar lá entre a semana da menstruação e semana seguinte, nesse período os hormônios estarão em alta.
O psicológico da mulher conta muito para ter o orgasmo, pois esse momento é movido pela mente e corpo atinge a excitação máxima. Se existir algum tipo de medo, insegurança, falta de vontade ou baixa autoestima será empecilho para chegar ao orgasmo.
Além disso, se a mulher toma remédios controlados como antidepressivos podem afetar o libido.

2. Por que tenho pouca lubrificação?
Muitos acreditam que é falta de desejo sexual, mas não é bem assim. A lubrificação acontece por meio das preliminares que é todo o envolvimento antes da atividade sexual efetiva e o corpo passa por preparações para o sexo.
A dopamina que é produzida na relação faz com que o coração bata mais forte e o sangue corra mais rápido nas veias que gera acúmulo de sangue nos órgãos genitais liberando a lubrificação na vagina. Ou seja, se não tiver as preliminares não haverá lubrificação necessária. Por isso, é tão importante e necessário.

3. Não tenho vontade de fazer sexo. Como posso reacender a chama?
A falta de apetite sexual é um dos maiores tabus. Muitas mulheres fazem sexo por obrigação, sem vontade, e isso pode causar ainda mais repúdio ao ato. Existem algumas hipóteses como o medo, traumas, insegurança, doenças como depressão. Então, deve-se fazer a autoanálise para saber o que leva a perda da libido e usar de artifícios para que possa reacender a chama.
Entretanto, existem fatores hormonais que podem causar isso. Os anticoncepcionais podem ser responsável pela falta de libido, porque o estrogênio combinado com a progesterona que são componentes na maioria das pílulas, injeções, adesivos e anéis intravaginais, inibem a produção hormonal ovariana, e com isso a produção dos hormônios androgênios (masculinos) fica mais baixo , diminuindo a libido
Outro caso é quando a mulher tem filho e está no período da amamentação o corpo produz a prolactina, o hormônio que é responsável pela produção de leite diminuindo o apetite sexual.
O fator emocional ainda é o mais importante, ou seja, o bom relacionamento do casal, tranquilidade, sedução, namoros com muitas preliminares, deixar um pouco o lado maternal e assumir o da amante, enfim são vários fatores importantes para aumentar a libido

4. E o famoso ponto G? Onde ele está?
O ponto G não é um órgão aparente e sempre surge a dúvida sobre a real existência. Pois bem, a princípio ele fica na parte superior da vagina, próximo a entrada e quando o corpo da mulher recebe estímulos e se excita o ponto G incha e recebe os estímulos. Mas não vale se prender a ele. Existem outros lugares a ser explorado que também dão prazer a mulher, como o clitóris. O que vale realmente é a mulher se sentir à vontade na relação sexual.

Sobre o especialista
Doutor Élvio Floresti Junior é ginecologista e obstetra formado pela Escola Paulista de Medicina desde 1984. Possui título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e título de especialista em colposcopia. Além disso é especializado em histerectomia vaginal sem prolapso uterino sem necessidade de corte abdominal e está atualizado com as últimas técnicas cirúrgicas como sling vaginal Realiza pré-natal especializado e atua em gestações de alto risco.

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